O quê justificará o voto de Rodrigo Cunha a Jair Bolsonaro na disputa presidencial?

Daqui a dois anos, Rodrigo Cunha voltará às urnas. Ou como candidato a prefeito ou apoiando o deputado federal João Henrique Caldas (PSB) na disputa em Maceió e Rogério Teófilo (PSDB) em Arapiraca. Bolsonaro venceu em Maceió e Arapiraca

É muito difícil imaginar que Rodrigo Cunha, eleito com apoio financeiro quase que integral do PSDB Nacional mais os usineiros alagoanos, possa desafiar a agenda partido e declarar apoio público, por exemplo, a Fernando Haddad na disputa presidencial.

O PSDB decidiu, em São Paulo, permanecer em cima do muro. Não vota nem em Haddad nem em Jair Bolsonaro. Mas, João Dória, o show boy do PSDB, disse que vai de Bolsonaro; Fernando Henrique Cardoso falou reservadamente que está com Haddad, mas em público nega.

E isso favorece apenas Bolsonaro.

Entidades que reúnem usineiros e fornecedores de cana de açúcar pelo país emitiram notas públicas de apoio a Bolsonaro…

… daí para Rodrigo romper com esta lógica e dizer que não votará no capo do PSL, ele terá de colocar sua história pessoal acima das resistências do PSDB nacional; também acima das milícias bolsonaristas, sossegadas por saberem do voto de Cunha; e o isolamento entre as lideranças do PSDB local.

Daqui a dois anos, Rodrigo Cunha voltará às urnas. Ou como candidato a prefeito ou apoiando o deputado federal João Henrique Caldas (PSB) na disputa em Maceió e Rogério Teófilo (PSDB) em Arapiraca.

Bolsonaro venceu em Maceió e Arapiraca.

A história de vida de Rodrigo deve ser substituída pelo cálculo pragmático do PSDB: as eleições de 2018 desmantelaram os velhos caciques do partido, que precisa ter novas lideranças, como Cunha, em 2020 e 2022.

O discurso de Rodrigo pode surpreender muitos de seus apoiadores e admiradores. Para o bem ou para o mal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *