Péricles: Reforma dá os primeiros frutos, com precarização do trabalho

Análise do economista Cícero Péricles mostra:  a reforma trabalhista começa a dar frutos, que não beneficiam exatamente o brasileiro que busca emprego com mais garantias,…

Análise do economista Cícero Péricles mostra:  a reforma trabalhista começa a dar frutos, que não beneficiam exatamente o brasileiro que busca emprego com mais garantias, ou seja, com carteira assinada ou sem precarizar as relações entre empresários e subordinados.

Entrevistado por Niviane Rodrigues, Péricles diz que os efeitos da reforma estão nos mais recentes indicadores do IBGE: de abril a junho foram criados um milhão de novos postos de trabalho. 800 mil deles sem carteira assinada ou autônomos. Ambos os casos sem acesso a garantias históricas- a ‘poupança’ para aposentadoria (INSS)- ou seguro-desemprego.

“Ou seja, houve um aumento, sim, mas da precarização do mercado de trabalho. Esse é o objetivo da reforma, baratear o custo de mão de obra, pelo desemprego e pela precarização, que pressionam o salário para baixo”, disse o economista.

“O governo fez propaganda em cima de uma possível recuperação econômica apresentando alguns fatos extraordinários. Depois de dois anos com taxas negativas, tivemos, no primeiro trimestre desse ano, uma ligeira melhora no PIB graças a uma safra agrícola recorde, muito influenciada pelo clima favorável e pelas chuvas e exportações do agronegócio, que estão sendo beneficiadas pela alta dos preços internacionais”, explicou.

E sentencia: “estão relacionados com a liberação das contas inativas do FGTS e, agora, da antecipação da 13ª parcela do INSS. E o emprego de junho é reflexo de um aumento da precarização. É evidente a ausência de investimentos privados e públicos, que seriam o verdadeiro motor do crescimento”.

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