Pista? Mangue destruído? Mexe com quantas casas? Afinal, o quê muda com o Maceió de Frente Pra Lagoa?

Obra gigante e tratada como a maior peça de marketing político para a eleição do prefeito Rui Palmeira (PSDB) ao Governo, o Maceió de…

Obra gigante e tratada como a maior peça de marketing político para a eleição do prefeito Rui Palmeira (PSDB) ao Governo, o Maceió de Frente Pra Lagoa destrói muita coisa, ergue outras e mexe com a vida de milhares de famílias na orla lagunar.

Será implantado nos bairros do Bom Parto, Mutange e Bebedouro. 2.847 imóveis serão atingidos. Neles, moram 2.272 famílias, 429 delas são inquilinas. Há ainda: 38 estabelecimentos comerciais na região do projeto e 177 terrenos baldios com construções inacabadas.

1.784 famílias serão reassentadas. Ou seja: vão ocupar casas construídas pela Prefeitura. Os demais vão para outras casas construídas ou em construção pelo poder público municipal.

No local onde ficam as residências chamadas de irregulares será implantado: rede de esgotamento sanitário, melhorias no abastecimento de água tratada e construção de creches, escola de nível fundamental, campo de futebol, centro comunitário, posto da guarda civil, parque lagunar, uma Via Lagunar (em 2 etapas, a primeira com 1.700 metros, a segunda com 1.425 metros, erguidos sobre o mangue, permitindo o fluxo de água nos dois lados da estrutura mantendo as condições do local e sem interferir no que o documento chama de “desenvolvimento e na hidrodinâmica da laguna”.

Essa Via Lagunar começará, diz o projeto, próximo ao Canal da Levada, passando pelo bairro do Pinheiro chegando a um local próximo ao Colégio Estadual Nossa Senhora do Bom Conselho, na avenida Major Cícero de Góes Monteiro.
Haverá recuo de 30 metros da Lagoa Mundaú mais ocupação da área do manguezal, o que é permitido- diz a Prefeitura- pelas leis ambientais. “Os estudos apontam que os impactos ambientais ocasionados com a implantação do projeto são classificados, em sua grande maioria, como aceitáveis, e poderão ser minimizados através das medidas mitigadoras e de programas específicos”, explica.

E continua o projeto: “A análise ambiental também concluiu, de forma preliminar, que a implantação deste empreendimento não trará danos significativos nem à fauna nem a flora, sendo necessário o monitoramento durante a pós obra. Apesar de haver supressão de vegetação, quando se faz um balanço entre as áreas destinadas a recuperação vs áreas suprimidas, podemos concluir que projeto trará ganhos ambientais”.

E os carros?
Por que uma nova via nesta área? Responde a Prefeitura: “A necessidade de projetar uma nova via na Cidade de Maceió é devido ao alto volume de veículos, que circula pelas avenidas Major Cícero de Góes Monteiro e General Hermes indo em direção ao centro da cidade no período matinal e retornando no final do dia, gerando demorados congestionamentos nos períodos de pico, período da manhã e período da tarde”.

20% das casas na orla lagunar estão ligadas à rede de esgotamento sanitário. 69% são abastecidos por água encanada (na Levada, o índice é de 37%).

Com bombas elevatórias, o esgoto tratado vai ser despejado no Canal da Brejal e no Dique Estrada; 100% das casas na região do programa terão água nas torneiras.

Contra as enchentes e a maré que faz transbordar as águas da Lagoa Mundaú, serão construídos sistemas de macro e micro drenagens.

O projeto inclui também: reforma e implantação de áreas de lazer, recuperação paisagística, programas sociais e ambientais, ampliar a iluminação pública, construção de calçadas.

A previsão é que o programa seja concluído em 42 meses, divididos em 3 etapas. Etapas que incluem a construção das casas, da pista, das linhas de esgoto e água, além de áreas de lazer.

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