Quem são os crioulos do general Figueredo que não respeitam o Exército?

Em 1999, o Fantástico mostrou uma gravação do general Figueiredo- último presidente da ditadura- falando sobre política e políticos, comunismo, o atentado ao Rio…

Em 1999, o Fantástico mostrou uma gravação do general Figueiredo- último presidente da ditadura- falando sobre política e políticos, comunismo, o atentado ao Rio Centro…

Disse ainda ter viajado a Salvador quando estava no cargo. E após abraçar as baianas na recepção calorosa, foi ao hotel tomar banho para a retirada do cheiro de crioulo.

Crioulo no Brasil é a cor do escravizado na escravidão.

Crioulo no Brasil é a cor do pobre- o herdeiro da benevolente lei Áurea, aquela da princesa Isabel, que os monarquistas idolatram.

Cor dos matáveis, da ralé. Cor dos que valem o mesmo parâmetro do passado. O escravo não tinha alma. Logo, não valia nada. Era justificado o maltrato a ele. As surras. Os castigos dos herdeiros da nobreza. A satisfação dos instintos do sexo com as pretas.

19 anos após o video do general Figueredo vir a publico, o Exército lidera intervenção na segurança do Rio. Nas áreas favelizadas. Onde estão os negros , os pobres , os matáveis, os símbolos dos escravizados do nosso Brasil colonial.

Um vídeo circula nas redes sociais. No pé da tela está escrito a palavra “respeito”. Nele, os crioulos reclamam com soldados do Exército sobre o uso de violência daqueles mesmos soldados contra eles, os crioulos, que gravaram o vídeo por câmeras de celular.

Quem compartilha o vídeo nas redes, também espalha uma mensagem, onde está escrito: “EXÉRCITO BRASILEIRO sobe os morros do Rio de Janeiro, de MÃOS ALGEMADAS, estão sem poder pra agir, estão de mãos atadas, apenas um desfile militar nos morros”.

Diz ainda que os militares estão sendo humilhados por aqueles “bandidos”.

Os mesmos bandidos que são crioulos.

Os mesmos crioulos que beijaram o general Figueredo, deixando aquele homem de altíssima patente com nojo.

Parece doer fundo na alma de alguns militares não poder atirar nestes matáveis nos morros cariocas para acabar mais rápido com essa “anarquia”.

E deixar essa história de democracia para os que têm a cor do general Figueredo. A cor das classes especiais , a cor da família, dos valores morais.

E falamos naturalmente em democracia ao que hoje é o resgate da psicologia colonial. A essência das relações entre senzala e casa grande.

Relações que nos fazem odiar o crioulo e beijar a mão do pistoleiro vestido de terno e gravata e dando “glória a Deus”.

Ainda somos os mesmos.

Os crioulos do general.

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