Justiça da Suíça determina congelamento das contas de João Lyra

A Justiça da Suíça determinou o congelamento de contas secretas do usineiro e ex-deputado federal João Lyra, por suspeitas de corrupção e lavagem de…

A Justiça da Suíça determinou o congelamento de contas secretas do usineiro e ex-deputado federal João Lyra, por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão é por tempo indeterminado e diz respeito à investigação que, no Brasil, também envolveu o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), pré-candidato à Presidência da República.

O usineiro que levou a Laginha Agroindustrial à falência é apontado pelas autoridades suíças como suspeito de ter se beneficiado de “contratos para a venda de uma quantidade importante de etanol, em meio ao pagamento de propinas” que teriam sido fechadas através de uma filial do grupo dirigido por João Lyra.

Tais contratos, conforme as investigações, “teriam sido usados pelo mesmo grupo como garantia para obter empréstimos de diversas instituições financeiras privadas e públicas e propinas também teriam sido pagas nesse contexto”.

O ex-parlamentar de 86 anos, que negocia com o PRTB uma candidatura para retornar à Câmara dos Deputados, seria representante da Refill Trading Corp, com sede no Panamá e com contas no banco suíço Pictet. Segundo dados da “Panamá Papers”, a companhia offshore aberta em janeiro de 2009 e que continuava ativa em março de 2015.

A investigação que pode ajudar autoridades a apurar se houve evasão de divisas da falida Laginha para os paraísos fiscais da Suíça e do Panamá começou em novembro de 2015, quando o Ministério Público Suíço “sequestrou a conta bancária” mantida pelo ex-deputado do Estado de Alagoas.

De acordo com um inquérito da Polícia Federal aberto em abril do ano passado, o senador Fernando Collor promoveu uma “intervenção direta” na BR Distribuidora, para a contratação da usina de Lyra, no mesmo ano em que as enchentes de junho de 2010 destruíram todo o parque industrial da Usina Laginha, em União dos Palmares (AL).

A PF indica que, naquele ano, a BR Distribuidora fechou contratos com a Laginha Agro Industrial S/A, que geraram um prejuízo de cerca de R$ 9 milhões ao erário, ao movimentar R$ 5 milhões e uma linha de crédito no valor de R$ 2,2 milhões, sem obter da empresa de João Lyra as garantias compatíveis com o alto risco das operações. (Com informações do Estadão e Diário do Poder).

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