Fábio Guedes: Por que Fernando Haddad e Ciro Gomes são os mais preparados?

Fábio Guedes- é professor da Ufal e presidente da Fapeal O Brasil encontra-se em uma quadra histórica muito singular, um estágio de aporia, quando…

Fábio Guedes- é professor da Ufal e presidente da Fapeal

O Brasil encontra-se em uma quadra histórica muito singular, um estágio de aporia, quando as incertezas dominam, os impasses nos conduzem e a perplexidade dita o ritmo dos acontecimentos.

São nesses momentos que é preciso se tomar partido, assumir responsabilidades, participar ativamente do debate. As eleições se aproximam e, ao contrário do que parece, o campo progressista apresenta nomes muito mais competitivos, empatados em segundo lugar nas últimas pesquisas divulgadas.

Essa situação é muito favorável, pois no outro espectro político as alternativas são frágeis, sem bases sociais amplas e não convencem a população de seus propósitos.

Fernando Haddad e Ciro Gomes estão mais preparados, conhecem as necessidades da República, compreendem os insucessos das relações federativas e sabem das razões que impedem esse país de avançar e das forças políticas e econômicas que barram esse processo.

Os “véus da intransparência” que se levantaram depois de junho de 2013, criaram muitas dificuldades para a população compreender como se joga no tabuleiro da “realpolitck” brasileira, apoiada por redes internacionais diretamente interessadas no assunto (vide os grampos à uma presidente, ministros e autoridades de Estado feitos pela Agência Nacional de Segurança dos EUA – NSA, divulgados amplamente pelo WikiLeaks).

Nesse contexto, a extrema-direita saiu do armário e elevou à sua liderança um indivíduo até então inexpressivo no cenário político nacional. Trata-se de uma emblemática situação histórica de obscurantismo, em que as promessas fáceis são valorizadas e a “arte da política” condenada.

Mas nem tudo está perdido e diante das ameaças que nos cercam, contamos com um quadro de candidatos com maiores possibilidades de conduzir essa nação a um porto mais seguro, justamente porque exercem a “Política” como um instrumento na construção dos diálogos, das articulações e no desenvolvimento dos consensos. No primeiro turno votarei em Fernando Haddad por uma questão muito óbvia para todos e uma premente necessidade nacional: foi o melhor e mais atuante Ministro da Educação que já contamos na Nova República.

Na hipótese dele não passar para o segundo turno, estarei com Ciro Gomes, por também acreditar em seus propósitos.

Não reduzo essa segunda escolha a uma simples determinação utilitarista em derrotar a candidatura da extrema-direita fascista.

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