Téo Vilela ocultava patrimônio em nome dos filhos, diz MPF

Está na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, nas investigações da Operação Caribdes: o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) buscou ocultar bens em nome…

Está na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, nas investigações da Operação Caribdes: o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) buscou ocultar bens em nome dos três filhos. Segundo o MPF, Alice, Arthur e Maria- na época- eram solteiros, menores de idade e não tinham renda declarada. Mesmo assim, tinham bens considerados de alto valor.

“Quanto ao denunciado TEOTÔNIO BRANDÃO VILELA FILHO, importa destacar que as escrituras anexas evidenciam se tratar de pessoa que tem buscado ocultar parte de seu patrimônio por meio de aquisição de bens em nome de seus filhos Alice Sampaio Brandão Vilela, Artur Sampaio Brandão Vilela e Maria Sampaio Brandão Vilela. Isso porque, à época das transações constantes das procurações, Alice, Artur e Maria eram menores, solteiros e sem profissão lícita declarada, razão pela qual, na ausência de renda própria e dado o alto valor dos imóveis em jogo , é legítimo considerar que o recurso para pagamento dos imóveis advinha de seus pais, TEOTÔNIO e Cynthia”, explica a denúncia do Núcleo de Combate à Corrupção, do MPF.

Os bens em questão, diz o MPF, são um apartamento no bairro da Jatiúca, no valor de R$ 3 milhões; outros, em endereços não revelados, custando R$ 200 mil, R$ 440 mil, R$ 135 mil e R$ 230 mil.

Em soma, da simples leitura das procurações também anexas, extrai-se que TEOTÔNIO também utiliza os nomes de seus filhos para camuflar a real propriedade de cotas em diversas empresas . Embora os filhos figurem como proprietários, delegam a administração que advém de suas cotas para TEOTÔNIO, que, algumas vezes, é coproprietário
da empresa, mas em quantidade menor de cotas”.

Sobre a Operação Caribdes, Téo Vilela disse: “O ex-governador assegura ser o maior interessado na elucidação dessas investigações e que continuará à disposição das autoridades, contribuindo no que for preciso”

A Caribdes constatou os crimes de fraude à lei de licitação, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de capitais, entre os anos de 2009 e 2014, referente às obras dos trechos 3 e 4 do Canal do Sertão. Os desvios somam R$ 71 milhões.

A PF pediu a prisão do ex-governador.

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