Quem cuida das 52 mil crianças sem escola em Maceió?

Campanha do Tribunal Regional do Trabalho reacende a questão do trabalho infantil em Alagoas. Pelos cálculos do TRT, são 31 mil crianças nesta condição….

Campanha do Tribunal Regional do Trabalho reacende a questão do trabalho infantil em Alagoas. Pelos cálculos do TRT, são 31 mil crianças nesta condição.

A crise econômica (ou política?) é vista na ruas da capital alagoana: mais pedintes nos sinais de trânsito, portas das igrejas, morando de improviso nas areias das praias.

Junto aos pedintes, estão as crianças.

O eco da campanha do TRT pode ganhar força, como existe no Ministério Público Estadual uma corrente que bate na mesma tecla: as 52 mil crianças sem escola em Maceió.

Sem escolas porque a oferta de novas salas de aula, via Prefeitura, não alcança a demanda. Demanda que se arrasta e aumenta desde a era Cícero Almeida. E, por óbvio, Rui Palmeira não conseguirá atender até 2020, problema que será transferido ao próximo prefeito e assim por diante.

Até que a oferta de mais vagas nas escolas públicas se torne um compromisso político dos gestores alagoanos, a caminhada é longa.

A campanha contra o trabalho infantil- e isso é de conhecimento dos procuradores do Ministério Público do Trabalho- é diretamente ligada à oferta de vagas nas escolas.

E se todas as escolas públicas fossem em tempo integral, a criança não teria o outro horário para incrementar a necessidade mais básica do ser humano: ir atrás de comida.

Óbvio: isso é apenas um começo. Em uma sociedade cercada pelo ódio, com extremistas torcendo pelo retorno da ditadura e uma classe média com fortes críticas à Venezuela, Cuba ou Bolívia, crianças estendendo as mãos em busca de dinheiro para a comida ou a droga é um tapa na cara. Um desconforto que, se não incomoda o ser humano mais insensível, ao menos mostra que em Cuba ou na Bolívia não existe fome entre os pobres.

Diferente deste nosso Brasil, capitalista e patriarcal.

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