Por que essa insistência no ‘colar, colou’ com os pardais?

Por que a avenida Fernandes Lima tinha pardais e a avenida Senador Rui Palmeira, no Dique Estrada, sequer tinha os equipamentos nem sinalização no…

Por que a avenida Fernandes Lima tinha pardais e a avenida Senador Rui Palmeira, no Dique Estrada, sequer tinha os equipamentos nem sinalização no trânsito?

Quantos pardais protegeriam a população que mora ao redor da avenida governador Lamenha Filho, no Feitosa? Quantos estavam instalados lá?

Por que existia pardal na orla de Maceió? Quantos existiam rua Cleto Campelo, o caos na Terra no bairro do Jacintinho?

Por que não existia pardal na avenida General Hermes, no bairro da Cambona?

Será que a Justiça e o Ministério Público se integraram em uma conspiração para aumentar a quantidade de acidentes em Maceió (por isso disseram não aos pardais)?

O que eles ganhariam com isso?

Ou será que a Prefeitura da capital reduziu o debate sobre a nossa violência ao volante a um maniqueísmo mesquinho, vitimizando-se em meio a uma gestão ruim?

Velocidades de carros não baixam apenas por campanhas educativas. É uma triste constatação.

É quando entram os pardais.

Diz a ONU que os pedestres seriam protegidos em nossas grandes cidades se a velocidade dos carros baixasse para 50km/h.

Porque nessa insistente tarefa de espalhar a democracia, o direito de ir vir também existe para quem caminha, quem pedala, quem pega ônibus…

“Ah, mas a SMTT diz que os acidentes aumentaram”. O blog já mostrou que a salada de números da SMTT é tão confusa quanto a mistura de alhos com bugalhos.

Decisão do juiz Manoel Cavalcante mostra que a Prefeitura não consegue explicar a importância dos pardais nos trechos onde eles estão espalhados, por isso os equipamentos devem ser desligados, retirados das ruas e as multas anuladas.

Se o trânsito tem de ser controlado na área nobre de Maceió, por que não pode ser monitorado na área pobre?

Por que a SMTT apostou na instalação dos pardais no estilo “colar, colou”?

Não! A SMTT não é absoluta. Não vivemos em uma teocracia, onde um rei dita as regras de costas para as ruas.

Se o prefeito Rui Palmeira, de fato, estivesse preocupado com a segurança dos maceioenses na mobilidade urbana, também autorizaria a fiscalização dos ônibus que saem na madrugada dos terminais de Maceió.

Isso não existe.

PS.: Comparar os desafios no trânsito na gestão Haddad com os tempos de Rui é bobagem. Quem faz isso não percebe outros eixos de civilização, para além da Fernandes Lima.

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