PC tem a chance de revelar quem financia os grupos de extermínio em Alagoas

Prisões nesta 4ª feira podem revelar os autores intelectuais de, ao menos, 8 homicídios nas cidades de Teotônio Vilela e Coruripe

A prisão de 2 suspeitos, acusados pela Polícia Civil de atuarem em grupo (ou grupos) de extermínio que matou, ao menos, 8 pessoas entre os meses de março e maio deste ano nas cidades de Teotônio Vilela e Coruripe, não é o fato mais importante nesta quarta-feira (11), na área de segurança pública.

O mais importante é o que estas prisões podem mostrar: quem financia a pistolagem e porque as vítimas tinham de morrer?

Diz a história: a ação de grupos de extermínio (responsáveis pela limpeza social) é tabu nas polícias alagoanas. Tabu porque quem atira não é o autor intelectual, mas o executor das ordens. É pago por alguém. Quem é ou quem são? Estes crimes têm relação com a eleição? Qual o histórico dos presos? Por que não foram presos antes, nos primeiros crimes?

A lembrar: Coruripe e Teotônio Vilela não são cidades pacíficas, principalmente em época de votação. Se a tensão político-partidária disparou as balas? Não seria tão incrível, se essa fosse a verdade.

Pode ser, também, a ação do tráfico de drogas. Se os crimes estão ligados, quem eram os mortos? Viciados, aviõezinhos, donos de bocas de fumo?

O grupo de inteligência da PC pode revelar mais que homicídios simples, em especial quando a brutalidade e o sangue derramado caminham lado a lado em Alagoas.

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