Fábio Guedes: Mudança no comando da Petrobras foi 6 por meia dúzia

Mudou o comando da Petrobras mas isso não altera a política de preços da estatal brasileira. Trocando em miúdos: o combustível continuará sendo reajustado,…

Mudou o comando da Petrobras mas isso não altera a política de preços da estatal brasileira. Trocando em miúdos: o combustível continuará sendo reajustado, os lucros da Petrobras não vão segurar os valores finais ao consumidor e quem depende de carro vai continuar a gastar mais na hora de completar o tanque.
Fábio Guedes, economista e diretor-presidente da Fapeal, falou ao blog sobre o assunto que parou o país, na greve dos caminhoneiros por um diesel mais barato.

Parente caiu. Política de preços muda na Petrobras, certo?
Fabio Guedes: Eles afirmam que não mudará, talvez continue mas com variações mais espaçadas no tempo. Que se o mercado internacional for muito oscilante, os preços internos não serão tão livres assim. Mas o problema mesmo é que a Petrobras deixou de refinar petróleo para exportar ele bruto e importar já refinado para gasolina e diesel. Isso aumentou a dependência brasileira dos preços internacionais. Ele anunciou agora o novo presidente, Ivan Moraes, e informou que a mudança de política de preços não se alterar.

Então, foi uma troca de seis por meia dúzia?
Fabio Guedes: Muito provavelmente.

A greve dos caminhoneiros, então, valeu o quê?
Fabio Guedes: Boa pergunta.
Mas valeu para a sociedade rechaçar os loucos que pediam a intervenção militar, que tentaram se apoderar do movimento em um segundo momento.

Uma coisa o protesto mostrou: a quantidade de vezes que os combustíveis foram reajustados em 2 anos e a carga de tributos. Se a Petrobras é uma estatal, qual o problema dela subsidiar o combustível com seus lucros?
Ela é estatal porque ainda conta com um pouco mais de 50% de suas ações na mão do governo e o restante em ações privadas. Quanto ao subsídio, poderia sim. E isso foi feito no governo Lula.

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