Contrato de concessão da Casal é negócio de R$ 289 milhões e dura 30 anos

O Governo deixou de lado- ao menos por enquanto- a proposta de privatização da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Mas, não por acaso….

Estação de tratamento no Benedito Bentes, incluída no acordo

O Governo deixou de lado- ao menos por enquanto- a proposta de privatização da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).

Mas, não por acaso.

Paralela à estatal de água e esgoto está a Sanama- a Saneamento Alta Maceió S.A, que administra uma concessão administrativa de 30 anos, ao custo de R$ 289.544 milhões.

O que está escrito?

Segundo o Contrato de Concessão Administrativa número 079/2014, celebrado entre a Sanama e a Casal, há 4 objetivos. Três deles: implantar, operar e manter o sistema de esgotamento sanitário na parte alta de Maceió, incluindo a estação de tratamento de água do bairro do Benedito Bentes. Quarto objetivo: realizar serviços complementares ao da estatal alagoana, relativos à leitura de hidrômetros, fiscalização, cobrança e gestão comercial. Para quê? Está lá, escrito: “incremento de arrecadação da Casal”.

E por que o Governo lança, nesta sexta-feira, um convênio para investimentos ao custo de R$ 100 milhões?

Porque o contrato entre a Sanama e a Casal, até o final do ano passado, estava em fase de pré-operação. Renan Filho (PMDB) quer acelerar a execução deste contrato.

Mas, isso depende- em Maceió- de reforço na estrutura do pier do Emissário Submarino, na praia do Pontal da Barra (ele recebe e trata o esgoto para despejar no mar), além de ampliar as redes coletoras, naquilo que está de fora do acordo com a Sanama.

Segundo o Governo, os R$ 100 milhões também vão para sistemas de abastecimento de água, reservatórios, interligação com poços e o Laboratório de Água e Esgoto.

Sem esquecer que, na execução deste plano, apenas em Maceió, está a Sanama, constituída em 8 de outubro de 2014, no Governo Teotonio Vilela Filho (PSDB). E mantida pela era Renan Filho.

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