Camelôs estão de volta e seguem humilhados no Centro

É um clássico da política medíocre, mas rende cliques nos sites locais e ajuda a mostrar a política perversa da Prefeitura de Maceió, quando…

É um clássico da política medíocre, mas rende cliques nos sites locais e ajuda a mostrar a política perversa da Prefeitura de Maceió, quando um assunto tão grave é tratado com descaso.

Os camelôs estão de volta ao centro de Maceió. Mas, os vendedores de frutas e verduras são um espetáculo à parte. Os carrinhos esparramam de caju a uva. Os fiscais pressionam aqui e ali, alguns cobram uma propina acolá.

E nada se resolve porque o prefeito Rui Palmeira (PSDB) espera passar a faixa ao seu sucessor, em 2020.

Os camelôs estão proibidos no Centro. Mas são liberados quando a administração municipal quer porque a lei é uma chicana. Resultado: operações para retirar os camelôs se transformam em picadeiro. A ralé é pressionada como uma bolha de pus para a extração do cravo. Não há sorte pior quando se é pobre em Maceió e tendo, à frente da Prefeitura, um Rui Palmeira.

É duro.

Carrinhos de macaxeira, inhame, cacarecos de celular estão espalhados pelo Centro. Ali, ao redor do prédio abandonado do INSS, cujo dono é Zé Ninguém, só faltam os barracos do Dique Estrada, resumindo a decadência de ser gente.

Sim, os camelôs estão de volta, humilhados e desafiando a lógica da sobrevivência. São guerreiros porque o nosso pobre é um herói.

Ruim é o poder público e seus fiscais. E essa política de higienização que insiste em “lavar” a cidade com lama.

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