Após ser ameaçado, alagoano deixa de usar camisa de Lula em público

Relato de um maceioense, colhido pelo blog, que não terá o nome nem o bairro onde mora revelados, por motivos óbvios Sou eleitor de…

Relato de um maceioense, colhido pelo blog, que não terá o nome nem o bairro onde mora revelados, por motivos óbvios

Sou eleitor de Lula e sempre fiz campanha nas minhas redes sociais por ele. Quando ele foi preso, achei uma profunda injustiça. E quando Lula escolheu Fernando Haddad como candidato, passei a fazer campanha para o ex-prefeito de São Paulo. Tudo por opção, não ganho dinheiro para isso.

Mas, na semana passada, ao buscar minha filha na escola, percebi que não posso mais expor minhas opiniões com tanta liberdade assim.

Estou com medo.

Antes de sair de casa, vesti uma camisa onde aparece estampada uma fotografia, em preto e branco, de Lula.

Estava a pé. Quando um motoqueiro, vestido de jaqueta e com capacete, passou próximo a mim e maneirou a velocidade da moto. Ficou me olhando de cima para baixo.

Eu fiquei olhando para ele, ver o que aconteceria.

Depois, acelerou a moto como se estivesse com muita raiva.

Ao ver o caso da dentista que foi agredida pela polícia, no Itaquerão, porque tinha, na bolsa, uma máscara de Lula, percebi o risco.

Voto em Haddad e em Lula. Mas, não vou usar a camisa que gosto muito. Me sinto ameaçado.

Sou pai. Quero ver minha filha crescer.

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