Afinal, Alagoas precisa ou não de mais hospitais?

Sessão pública realizada esta semana na Assembleia Legislativa discutiu o desabastecimento do Hospital Geral do Estado- maior de Alagoas. Liderada pelo deputado Rodrigo Cunha…

Sessão pública realizada esta semana na Assembleia Legislativa discutiu o desabastecimento do Hospital Geral do Estado- maior de Alagoas. Liderada pelo deputado Rodrigo Cunha (PSDB)- único da oposição na Casa de Tavares Bastos- a sessão descambou para a pergunta: é necessário construir mais hospitais em Alagoas ou seria preciso apenas ampliar a quantidade de leitos?

O senador Benedito de Lira (PP) também fez a mesma pergunta ao blog, mês passado. E argumentou: se o Governo Renan Filho (PMDB) pagasse mais leitos nos hospitais particulares, como o Açúcar ou Santa Casa de Misericórdia (ambos em Maceió), resolveria a crise na saúde e não precisaria construir mais leitos.

E a Secretaria Estadual de Saúde? O que diz?

O Hospital Geral do Estado, diz a Sesau, tem 275 leitos. Mas, funciona com 400. Recebia 14 mil pessoas por mês e este número foi reduzido para 12 mil.

Apenas o HGE- argumenta o Governo- tem déficit de 125 leitos.

Para despressurizar o hospital, o Governo “compra” leitos nos hospitais particulares: atualmente, são 164.

Não cobre a carência? A Sesau diz que não porque a demanda cresce para Maceió e o interior.

E precisa de hospitais específicos, como o da Mulher, que é construído ao lado da Maternidade Santa Mônica, no bairro do Poço; o Hospital Metropolitano, na parte alta da capital; o Hospital das Clínicas, no Farol; e os regionais, em Porto Calvo e União dos Palmares, mais a ampliação dos leitos da Unidade de Emergência do Agreste.

Com os leitos comprados nos hospitais (164) mais os leitos atuais que tem nos próprios hospitais (676), o Estado tem 840 leitos.

Está construindo novos hospitais ao custo de R$ 160 milhões para abrir mais 600 leitos, “esticando” a quantidade em mais 71,4%. Serão, ao todo, 1.440 leitos.

Como o Estado fará para administrar estes hospitais?

Principal proposta, no Palácio República dos Palmares, é que eles sejam assumidos por organizações sociais, as OS. Uma empresa recebe dinheiro público e administra a demanda.

Estimativa é que um hospital, depois de pronto, custe R$ 100 milhões- dinheiro usado para a compra de equipamentos, manutenção, insumos.

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