383 anos depois, Calabar será julgado em Porto Calvo; entenda

Calabar é considerado traidor por um pedaço da historiografia mais tradicional; por outro lado é tratado como herói. Chico Buarque e Lêdo Ivo, ao revisitar a trágica morte de Calabar, fazem uma análise mais humana deste personagem, centrada na história sócio-política brasileira

Morto e esquartejado em 22 de julho de 1635, Domingos Fernandes Calabar vai a juri popular em Porto Calvo, palco do embate entre portugueses e holandeses. Holandeses ajudados por Calabar, que era dono de engenho, bandeirante e profundo conhecedor da região.

Calabar é considerado traidor por um pedaço da historiografia mais tradicional; por outro lado é tratado como herói. Chico Buarque e Lêdo Ivo, ao revisitar a trágica morte de Calabar, fazem uma análise mais humana deste personagem, centrada na história sócio-política brasileira.

Fato é que os holandeses, ao disputarem as terras com os portugueses, tinham em Calabar uma grande vantagem. E há quem diga que o Brasil seria diferente, se tivesse sido dominado pela Holanda.

(Bobagem, o Suriname, na América do Sul, é um dos lugares mais pobres do mundo e com uma das piores expectativas de vida. Ficou independente em 1975).

O julgamento do dia 22 de julho, às dez da manhã, no fórum da cidade, será conduzido pelo juiz Ney Alcântara, presidente da Associação dos Magistrados de Alagoas. O promotor Geraldo Majela e o advogado Rodrigo Leite farão a acusação; a defesa de Calabar fica por conta do advogado José Ailton Tavares e Ney Pirauá.

No jurado, entre as treze pessoas, o secretário de Comunicação, Ênio Lins. o historiador, Douglas Apratto; o escritor Severino Barbosa.

A iniciativa é da Secretaria de Cultura de Porto Calvo.

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