Servidores fazem campanha contra assédio na Uncisal

Reproduzindo no blog. Quiseram nos calar! Nossos depoimentos possuem vidas. Temos nomes e sobrenomes. Não vamos nos intimidar diante do assédio. . 🔴 Perseguição…

Reproduzindo no blog.

Quiseram nos calar! Nossos depoimentos possuem vidas. Temos nomes e sobrenomes. Não vamos nos intimidar diante do assédio.
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🔴 Perseguição política e assédio moral marcam a trajetória da servidora Risonilda na Uncisal.
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*Confira, na íntegra, mais um depoimento de humilhações, isolamento e tratamento diferenciado no ambiente de trabalho. Isso é assédio. Veja:
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“Meu nome é Risonilda Costa, sou servidora pública concursada da Uncisal há 15 anos e, neste momento, sinto a necessidade de contar um pouco da minha trajetória dentro da Instituição durante esse tempo.
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Em 2003, fui aprovada para o cargo de auxiliar de enfermagem no concurso público aberto pela Uncisal. Após a minha nomeação, fui lotada no Hospital Escola Dr. Helvio Alto (Heha) e lá permaneci por nove longos anos trabalhando com dedicação e entusiasmo pela minha profissão.
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Desde o meu primeiro dia de trabalho no Heha já questionei a forma desrespeitosa pela qual o servidor era tratado. Isso já começou a causar desconforto em quem deveria promover o andamento correto dos serviços e jamais tratar o servidor da Uncisal como empregado particular. Era assim a realidade da época e ainda hoje vemos muitos resquícios e vontade de continuar com este tipo de conduta imoral dentro da Uncisal.
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Certo dia, após nove anos de trabalho contínuo no Heha, fui impedida de trabalhar.
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Fui afastada do serviço por meio de uma ligação telefônica. Quanto absurdo meu Deus!
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Recebi uma ligação da direção do Heha informando que estava desligada sem nenhuma justificativa legal. Verbalmente me falaram que eu era uma mera auxiliar de enfermagem e que por isso não me queriam mais na Unidade porque poderia ser facilmente substituída. Foi neste momento que o assédio tomou proporções ainda mais impactantes na minha vida enquanto servidora da Uncisal. Nunca concordei com as arbitrariedades dentro do Heha e sempre tive uma postura combativa à tais práticas.
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Após ter sido comunicada, via telefone, que não iria mais trabalhar no Heha, passei um tempo sem lotação e sem trabalhar. Diariamente cobrava à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) uma nova lotação. Passei praticamente um ano sem trabalhar e a gestão da Uncisal na época fez “vista grossa” em relação a minha situação. Era como se quisessem me tirar o direito de trabalhar. Isso mexeu comigo. Mesmo assim, não me intimidei. Comecei a protocolar vários pedidos cobrando minha lotação para desempenhar minhas funções, porém quem mandava e desmandava na Uncisal na época não se preocupou com minha situação e muito menos cumpriu sua função enquanto agente público.
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Somente após um ano…. resolveram me lotar porque eu estava me munindo de documentos que comprovavam a minha situação completamente descabida. Então, resolveram me lotar na Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm) onde estou até hoje.
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Praticamente toda a minha história na Uncisal é marcada por perseguição porque nunca fiz parte da “panelinha dos privilégios”. É muito absurdo! Fui taxada de “servidora problema” por, simplesmente, lutar pelo que é correto.
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Eu já cheguei na Mesm sendo conhecida como a “servidora problema” porque já tinham me rotulado dessa forma por não compactuar com ilegalidades e abusos aos quais muitos servidores eram submetidos no seu horário de expediente.
Minha imagem e honra foram manchadas de forma negativa justamente no meu local onde trabalho. Quem ocupava cargos de assessoramento, chefia e direção queria manter os privilégios e sempre fui contra por saber que a Instituição é pública e não privada. A Uncisal pertence ao povo alagoano.
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Até hoje sinto os reflexos desse estigma que carimbaram em mim: “servidora problema”.
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Lembro que este período foi muito difícil, bem amargo. Comecei a ficar abatida, ansiosa, em um estado de tensão emocional muito forte, estressada e esgotada psicologicamente. Foi aí que a vontade de não querer ir trabalhar tomou conta dos meus pensamentos e do meu corpo.
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Naquele momento não tinha a dimensão da situação, mas hoje sabemos que a Síndrome de Burnout é um transtorno psiquiátrico que acomete a saúde do trabalhador quando este é submetido a um ambiente de trabalho desgastante, hostil e desequilibrado entre as pessoas. Inclusive, o transtorno, está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).
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Apesar de tudo que passei, consegui manter minha fé porque sempre gostei da minha profissão. Eu tenho amor pela enfermagem.
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A partir desse cenário em que me encontrava, decidi que faria algum trabalho coletivo para combater o assédio moral dentro da Instituição e ajudar os servidores que se encontravam na mesma situação.
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Foi aí que a luta me fez chegar até o Sindicato dos Servidores Públicos da Uncisal (SinsUncisal).
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Desde 2015 sou presidente do SinsUncisal. Hoje estou licenciada para concorrer a um cargo eletivo no âmbito estadual nas próximas eleições, porém nosso corpo de diretores sindicais está empenhado em combater o assédio moral dentro da Uncisal como nunca visto antes. Mesmo assim, ainda encontramos casos e pessoas resistentes a esta prática danosa à saúde das vítimas e criminosa do ponto de vista jurídico.
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Esclareço a todos da comunidade acadêmica da Uncisal, que o assédio moral é uma prática ilegal e pode ser classificada como crime de improbidade administrativa, por isso, é importante que as vítimas denunciem os autores deste tipo de abuso.
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Procurem a Ouvidoria da Uncisal, o SinsUncisal ou o Ministério Público do estado de Alagoas. Não tenham medo de serem retaliados porque hoje não serão.
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A minha denúncia está registrada no SinsUncisal juntamente com a de outros servidores.
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Não se calem nunca! Denuncie. Não sofra por muito tempo. O assédio moral pode até matar”.
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*Risonilda autorizou a publicação do seu depoimento e foto.

Relata a tua história também! Queremos te ouvir. Junto com seu relato mande seu nome e e-mail para contato pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdMrY2rGN5I1YJdj2vqjfkDsOYos3zp6fYl9bKjo-rLeVgSUQ/viewform

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