Querelas online revelam deficiência interpretativa aguda

Os tempos de levantes históricos e busca ofegante pela verdade nos dias da pós-verdade, revelam coisas interessantes de perceber: mesmo usando a escrita para…

Os tempos de levantes históricos e busca ofegante pela verdade nos dias da pós-verdade, revelam coisas interessantes de perceber: mesmo usando a escrita para digladiar uma margem grande desse povo online não sabe ler e interpretar.

Como articulista preservo o respeito de não ousar explicar o texto ao leitor, afinal, essa é a parte que lhe pertence na relação; mas a quantidade de confusão feita sobre o dito e o não dito é muito maior do que a esperada.

Como exemplo, alguém chamou um texto meu de psicografia, outro disse que foi Chico Xavier quem falou e diversos estão indignados em favor de Chico (que não tem nada a ver com a bagunça), garantindo que ele não falou aquilo e ainda tentando me afetar por ter colocado palavras na boca do comunicante, que nada comunicou (eu penso!).

Jamais esqueci da Apologia de Sócrates, quando o mesmo se refere à força de persuasão que uma mentira repetida pode chegar a ter: O que vós, cidadão , haveis sentido, com o manejo dos meus acusadores, não sei; certo é que eu, devido a eles, quase me esquecia de mim mesmo, tão persuasivamente falavam.

Como não existe final para a história em curso, talvez seja interessante para quem deseja mesmo continuar praticando a interatividade nas redes sociais fazer um curso básico de leitura e interpretação de texto, no intuito de eliminar o risco de se tornar uma fake news para si mesmo.

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