Política é pauta popular, assuma comigo.

Nossos mundos particulares plenos de assepsia e manifesto equilíbrio é parte da ilusão individualista que assola a contemporaneidade. Em sociedade, não se particulariza a…

Nossos mundos particulares plenos de assepsia e manifesto equilíbrio é parte da ilusão individualista que assola a contemporaneidade.

Em sociedade, não se particulariza a vida dessa maneira. E quando acreditamos que podemos fazer isso, não poderemos nos eximir dos danos causados, que de modos variados nos afetarão a curto ou médio prazo, pois os de longo prazo cristalizam na história como um intemperismo social.

Sim minhas colegas otimistas e consumistas, nós somos políticas!

Mesmo que obedeçamos a lei familiar tradicional que sempre nos orientou ao afastamento das coisas complexas, fazemos parte dos processos sociais, culturais e econômicos. Contudo, podemos fazer muito mais, ir mais longe, compreender melhor e atuar com relevância, pois decisões políticas afetam sobremaneira o cotidiano de todas nós.

Sim meus colegas exibicionistas ou puritanos convictos, vocês são políticos!

Apesar de terem aceito participar sob comando, ou mostrando o quanto são viris em círculos de vaidade, vocês carregam o peso da riqueza e aguentam multiformes explorações, tornados estatísticas e massa manobrada, seja para viver em acordo ou morrer sob o juízo da lei que os políticos criaram.

Porque as decisões políticas definem o que vai para a mesa da sua família e arma o palco para nele você encenar. Mas poderia ser diferente! Você poderia entender melhor como essa engrenagem toda se movimenta e salvar a própria cidadania.

Nós, homens e mulheres, cumpridores de papéis sociais que outros planejaram, podemos reescrever estes contextos. A política que nos alijou desta assunção é a mesma que nos convence a legitimar toda alienação. Muitos estão lucrando com nossa incapacidade de dizer não e promovem a morte, plantando a violência na cabeça da gente, por tantas vezes partindo em pedaços os nossos corações.

É magnífico fazer essa descoberta, e se permitir despir das cascas limitadoras que vestiram nosso eu coletivo, sufocando a identidade societária original, como membros de conglomerados sociais, econômicos e culturais, que realmente somos.

Os que assumem a fonte das amarguras plenas para a maioria, obtêm êxito porque aprenderam a manipular nossos quereres, e até impuseram sonhos e necessidades no intuito de domar a vida e decidir a morte. Foram eles os que nos convenceram a limitar o direito de eleição aos padronizados pelo sobrenome, características étnicas e unanimidade ideológica; muitas vezes comprando os nossos votos com nosso próprio dinheiro.

Personalidades públicas que enchiam de brilho os olhos dos nossos ancestrais, lhes fazendo visitas e partilhando pães eleitoreiros, na verdade, sondavam as formas mais fáceis de vigiar os cabrestos, quando o poder local assumia os postos primevos na formação da nossa gente. Assim herdamos essa mística invertida de louvar coronéis e seus prepostos desalmados.

O que nos pode levar a romper com essa herança maldita é o conhecer.

Nossa história clama por inserção popular na construção dos tempos políticos em defesa do avanço progressista. Não deixemos que os coronéis saudosistas vençam mais um capítulo, pois a história não comporta retrocesso sem aumentar o volume de sangue derramado sobre a terra.

Esse sangue será nosso! Dos nossos amores! Precisamos assim assumir sem demora nossos papéis sociais políticos, ativamente, para promover a vida e o direito de vivermos em paz.

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