Polícia na política vira truculência no Brasil

Estou mal impressionada com as mensagens raivosas, ameaçadoras e explicitamente violentas que circulam nas redes sociais, assinadas por indivíduos que se identificam como policiais….

Estou mal impressionada com as mensagens raivosas, ameaçadoras e explicitamente violentas que circulam nas redes sociais, assinadas por indivíduos que se identificam como policiais.

Não sei se confere ou é uma maquiagem, no entanto, se for verdade, tem muita coisa errada nisso.

A função da polícia não é esta. São indivíduos que prestam serviços públicos na área mais delicada do momento: segurança!

E segurança não rima com truculência assentida, assumida, manifesta em caráter intimidatório com fins políticos partidários ou mesmo morais.

Policial deve ser um parceiro da vida societária, e isto é algo muito distante do que estamos assistindo em caráter nacional.

O ranço no linguajar policialesco é aberto e derramado na direção dos Direitos Humanos, e isto decorre de equívocos retroalimentados pelo senso comum perverso, que no fim de tudo, somente beneficiam poderes autoritários, que desconsideram os direitos das coletividades humanas em suas diversas características.

Que os policiais possam escolher seus mitos políticos, a democracia garante tal direito. O que não deve ser estendido aos ataques contra pessoas e ideias progressistas, pois o cerne da democracia brasileira deveria estimular a proteção destes por parte do Estado, que os funcionários em questão representam.

Nós somos todos pagantes de altos impostos, e não podemos naturalizar a violência estatal contra nós mesmos, que financiamos os custos dos serviços públicos.

A ideologia dos policiais podem ser divergentes das nossas, mas que sejam desligadas publicamente das funções que executam. Assinar com patentes as frases ameaçadoras e muitas vezes ironias de baixo teor, desvirtua a representação de toda polícia brasileira diante do mundo, que acompanha e assiste o avanço do fascismo em nosso país.

Deste modo, os bons policiais e os policiais maus se misturam diante do olhar estarrecido de quem sabe que a função social da segurança pública não deve ser seletiva, tampouco partidária ou ideológica.

Atentemos para este necessário debate, na esperança de uma confluência humanizadora com responsabilidade social  e senso de respeito ao próximo e suas escolhas.

 

 

 

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