Perspectivas de uma escritora alagoana

Sempre é bom poder iniciar um ano novo! Paramos e olhamos um tanto para trás, percebendo que muitos ficaram, por motivos diferentes, por certo,…

Sempre é bom poder iniciar um ano novo!

Paramos e olhamos um tanto para trás, percebendo que muitos ficaram, por motivos diferentes, por certo, muita gente querida por nós não chegou ao ano de 2018.

Contudo, existe um motivo distinto para manter a alegria: entrar em um novo ano com perspectivas!

Nesse ponto contemplamos um país perdido em seu eixo, e vidas sendo amontoadas no ativismo contumaz, esvaziado de sentido, empobrecendo gostos e roubando sonhos.

Esbarrando em ódios antigos, preconceitos mórbidos e violências materiais e simbólicas, vamos guardando a certeza de que cultivar nosso jardim é muito importante, é mesmo fundamental.

Com essa prévia de que 2018 já iniciou como um ano de lutas, foco a luta empreendida com confiança e ousadia na seara literária, algo que se constrói em nós, pela persistente atitude na escrita. E confesso que estou mudando paradigmas, resignificando representações de mim mesma: sou escritora!

E o elitismo me cobra sobrenome famoso; o corporativismo exige apadrinhamento cultural; o instinto de gueto pergunta a qual grupo pertenço, enquanto semi-deuses habitantes de pseudo-olimpo recriminam com polidez e frieza minhas aparições em espaços pontuados. Em resposta mais escrevo, e torno seus rituais elementos de análise, porque em sociedade o bem e o mal são gêmeos siameses, e um aprende com o outro a se movimentar com a harmonia possível.

Escrever, portanto, é nosso foco no ano de 2018, abastecendo a imaginação e o desejo, nossos vôos observarão os obstáculos para a melhor compreensão dos fenômenos que amarram uma sociedade, ou a deixam ser autônoma e produtiva.

De agora, escrever é viver! Vamos viver para escrever mais?

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