Opinadores, senso comum e derrocada política

Estamos vivendo o apocalipse da opinião! O caos da ausência de verdade, pois a opinião constrói a verdade líquida que convém aos opinadores. Isso…

Estamos vivendo o apocalipse da opinião! O caos da ausência de verdade, pois a opinião constrói a verdade líquida que convém aos opinadores.

Isso em política é no mínimo desastroso! Haja vista o despreparo de quem esteve sempre indiferente aos processos de construção da democracia no próprio país, e agora adere a arroubos de paixões democráticas pelos ameaçadores da democracia. Confuso? Esdrúxulo! Mas real.

Passou toda a vida dizendo que odeia política (embora sempre tenha beijado as mãos do poder) e no presente momento, embalado pelas tendências da mídia golpista, resolveu empunhar uma arma de retóricas insipientes e muita agressividade, para intimidar posicionamentos políticos-ideológicos libertários, em nome da opinião.

Ouvindo um opinador com cuidado, ouviremos, sim, o senso comum berrando revoltas e direcionando a esperança para os lados menos indicados. Porque o senso comum não se preocupou em estudar sobre política e tem recusado entender coisas importantes para a própria história.

Porém, vamos encontrar também o opinador de perfil pseudo-burguês, aquele que mesmo pertencendo à classe pobre encontra na crista da onda uma oportunidade de mostrar o rosto, e abusa de palavras chulas incitando seguidores do descompasso a endossar a massa. Para ele é agora ou nunca! E quer aparecer a qualquer custo.

Os de opiniões classistas ortodoxas, tradicionais de direita, estão se deliciando em gozos parafernais e sequer escondem toda raiva que sentem pelas quebras de paradigmas e totens de moralismos, elementos presentes na casadinha econômica versus social, das histórias opressoras que conjugam.

A turbulência faz tudo parecer igual, mas não é!

A agonia opinadora chama para si todos os direitos de expressão, mas não tem!

Opinar sobre política, no mínimo, exige que exista interesse em conhecer política, para ser validada.

Essa balbúrdia opinativa é cortina de fumaça, para embaralhar o entendimento de quem secularmente tem sido manobrado pela hegemonia da direita, que já não se preocupa em envernizar princípios, pois preparou o cenário da desordem para que a semente germinasse.

A Democracia brasileira está ameaçada, mas a opinião acha que ferir a democracia é estar sendo democrático.

Por trás do palco, o chicote encontra novamente as mãos escravagistas. Liberdades civis e políticas são cerceadas, e apenas os que entendem a importância da política vislumbram a mediana página histórica e essa meia-noite que se estende, sem a vigilância da opinião.

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