Manifesto da Academia Matrizense de Letras contra o fascismo

  MANIFESTO DA ACADEMIA MATRIZENSE DE LETRAS, PELA DEMOCRACIA E CONTRA O FASCISMO.   Nós acadêmicos pertencentes à Academia Matrizense de Letras – do…

 

MANIFESTO DA ACADEMIA MATRIZENSE DE LETRAS, PELA DEMOCRACIA E CONTRA O FASCISMO.

 

Nós acadêmicos pertencentes à Academia Matrizense de Letras – do município de Matriz de Camaragibe, Alagoas – vimos através do presente manifesto declarar nosso total apoio para a candidatura do professor e escritor Fernando Haddad, e de sua vice, a jornalista e cientista social Manuela D’Ávila, haja vista a ameaça de retrocesso histórico que a candidatura oponente exibe e representa.

Por compreender a importância da educação pública gratuita, de qualidade e presencial para a infância se tornar letrada e poder ter acesso ao patrimônio cultural e histórico do nosso povo, somos avessos às propostas de transformar todo processo educacional brasileiro em ensino à distância desde a infância, como Jair Bolsonaro propõe. Ao passo em que reconhecemos as lutas que o Nordeste ainda emprega para vencer os déficits educacionais aos quais foi submetido, como Região, desde o período imperial. Por tudo isso, somos pela manutenção da educação pública de qualidade, gratuita, presencial e com opção de ensino integral.

Também sabemos que o perfil do presidenciável pelo partido PSL tem fortes traços fascistas, sendo responsável pela mímica da arma na mão, e intolerância ao contraditório, à diversidade e à liberdade de expressão, o que na história do mundo sempre representou grande risco para as artes em geral, principalmente as artes literárias, nosso nicho original.

Devido declarações públicas, muitas delas gravadas em vídeos que podem ser facilmente acessados pela internet, o presidenciável ao qual repudiamos deixou marcas racistas, xenofóbicas, homofóbicas, sexistas, misóginas, além de assumir retirada de direitos civis e trabalhistas, o que consideramos grande afronta às conquistas humanitárias e societárias do país.

Como nação ferida por uma recente Ditadura Militar, olhamos com cautela para a presença de generais na campanha de Jair, que também se apresenta como militar, e defende a intransigência de um militarismo que só pode indicar uma nova Ditadura a caminho do Brasil.

Sua fala destitui direitos indígenas e quilombolas, e em seu plano de governo prevê destituir a esquerda e os ativismos sociais, ou seja, toda a liberdade de pensar diferente será transformada em crime, a partir do momento que Jair assumir os destinos do país.

Para que tal desventura não ocorra, nós assumimos opção pela chapa Fernando Haddad e Manuela, convocando todos os que amam a arte e a cultura a fazê-lo também.

O Fascismo é uma noite escura, na qual ninguém consegue prevê o raiar da Liberdade.

Assim, subscrevemos este documento, nós os escritores:

 

Ana Cláudia Laurindo de Oliveira

Ana Lúcia Gomes de Barros

Odilon Rios Lima

Rafael Borges

Wellington Costa

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