Evangelismo como semente de violência

Tenho dedicado algum tempo a estudar expressões de grupos que afetam a liberdade de expressão política, sexual, de gênero e raça, na internet. Tais…

Tenho dedicado algum tempo a estudar expressões de grupos que afetam a liberdade de expressão política, sexual, de gênero e raça, na internet. Tais grupos em maioria exibem a alcunha de evangélicos.

Não pude deixar de parar e pensar nas referências de evangélicos que conheci ao longo da vida, e foi inevitável comparar. Ao fazê-lo, emergiu de chofre, que os evangélicos que conheci portavam uma ética e uma estética de conduta religiosa, que este neoevangelismo destrói pela base.

O que gera este fenômeno?

Talvez a proliferação descontrolada de igrejas alcunhadas no evangelismo, levadas por pregadores de insipiente formação, agregando sem seleção, sem rigor, em nome de uma divindade interpretada de acordo com os desvarios e transtornos humanos, esteja como plataforma do surgimento massivo de grupos fundamentalistas que por amor a um comportamento supostamente religioso, pregam a violência e a morte.

Não posso acusar os evangélicos de arcaísmo e fundamentalismo, sem cometer terríveis erros. Assim o afirmo pela longa relação com assembleianos, batistas, e outras designações que prezam por uma ética conviviológica respeitável, no campo da fé.

Mas é impossível hoje, não perceber a influência destes maus evangélicos, que incitam a violência e agridem pessoas por causa das suas ideias e atitudes pessoais ou coletivas, gerando peso mortal sobre termos como: gênero, feminismo e esquerdismo.

Nesta concepção simples, haja vista a necessidade de mais estudo e análise, já podemos alertar as igrejas evangélicas éticas, que este movimento nascido no centro do que se designa evangelismo, cresce como um desafio e uma ameaça à seriedade da representação conquistada, pelo ministério de pastores dignos e tementes a Deus, na fidelidade a Jesus.

Lamentando a onda de agressões que ameaça se tornar tsunami, e ainda mais a injustiça estendida aos bons, podemos afirmar hoje que maus evangélicos estão atuando no cenário social, movidos por interesses políticos partidários, no intuito de usar o poder para massacrar e matar em nome de Deus, um sintoma de recesso histórico e sanguinário, que a inteligência e o senso de humanidade têm a obrigação maciça de repudiar.

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