Emocionada com morte de amiga, Natasha mostra luta das trans

Depoimento de partir o coração, assinado por Natasha Wonderfull, denuncia a difícil arte da sobrevivência que a sociedade impõe às pessoas trans, e o…

Depoimento de partir o coração, assinado por Natasha Wonderfull, denuncia a difícil arte da sobrevivência que a sociedade impõe às pessoas trans, e o desfecho doloroso de algumas histórias.

“Eu Natasha, estou de luto pela perda de uma grande amiga de vivência da Itália, infelizmente nosso Brasil faz isso. Fecha as portas e somos obrigadas a tentar ganhar a vida em outro pais.”

Muit@s brasileir@s buscam viver melhor na Europa, e lá se deparam com a hostilidade climática, ação policial e extremos desafios humanos. De acordo com o relato, o resumo disso instiga fugas através do uso de bebidas e outras drogas.

” Nem todas tem uma cabeça forte para aguentar o sofrimento da polícia, o frio. E termina ficando viciada em álcool e outras drogas para aguentar a guerra, e quero dizer a vocês, muitas vivem na Europa, mendigas, morando em matos.”

Natasha faz uma declaração mórbida:

” E no IML quando estive lá tinha mas de 50 trans brasileiras mortas, sem família, como indigentes. Porque a família só da valor quando nós temos grana.”

E desabafa:

“Infelizmente, a culpa é da nossa sociedade, que nos fecha a porta e somos obrigadas a isso!”

O lado doloroso da experiência migratória, de acordo com sua crítica, é vivido por quem não consegue prosperidade econômica no exterior. Mas só vão ao exterior por não encontrar perspectiva no próprio território natal. Assim, segue:

” Vejo muito fala de políticas publicas,  sim, os positivos, como nome civil etc. mas falta o principal:  o respeito e apoio familiar! Respeitando seu gênero! Inclusive o mercado de trabalho.”

” Infelizmente em Maceió tem nada para travestis e transexuais. Ou posso estar cega! Faço parte de um grupo de cultura criado para tirar as travestis das ruas, até agora nem 5 foram resgatadas pela falta de apoio aos projetos.” Lamenta.

” Se neste grupo tiver alguma trans que escute dizer que tem projeto para nosso público, é mentira!” Assevera.

“É só me procura e mostrarei nossa realidade! Aqui temos só o nome de presidente,  mas valor de nada!”

” Até para representar nosso estado em seminário é alegado que não tem verba. Para trabalhar a cultura, mostrar nosso show, tenho que chegar com o coração na mão e pedir o teatro ao nosso parceiro Alexandre Holanda. Senão estava apagada!”

” Trabalho para gay e lésbica, tendo estudo e conhecimento é mas fácil, agora foi trans meu amor, tem nada! Nem na cultura, nem porra nenhuma! Esta é minha reclamação de repúdio.”

” Outra coisa: em projetos LGBT quem dizer que está apoiando transhow é tudo mentira! Usam nosso nome para ter proveito. O primeiro evento ganhando ajuda de custo assim mesmo arrecadado e subindo a serra, foi por  um aluno de jornalismo que nos convidou para Marechal Deodoro em novembro.”

“Se nós mulheres artista, formos  viver de arte, morreremos de fome!”

O blog solidariza com a luta das trans, e repercute na esperança de que as pessoas que podem atuar com políticas públicas sérias assumam esse papel humano e social para fazer valer o discurso, com a boa prática.

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