Do fascismo para o feminismo: mulheres decidem

Uma mãe que algum dia cortou o ar com o pior grito que uma mulher nessa vida pode lançar: meu filho não vai mais…

Uma mãe que algum dia cortou o ar com o pior grito que uma mulher nessa vida pode lançar: meu filho não vai mais voltar! Jamais  votará em quem sorrir da morte e banaliza a violência letal, seja em nome do que for! Essa mulher carrega consigo a insuperável dor!

A outra mulher que viu aquela gritar, o sangue amado não poder recuperar e permitiu em seu rosto uma lágrima rolar, também não votará em quem promete transformar armas em acessórios e documentos de identificação. Aprendeu que a vida é para ser vivida, alimentada, protegida! Juventude é esperança de futuro, tiro-ao-alvo? Não!

Somente as mulheres ausentes do chão ignoram a morte, aplaudem a força bruta. O feminino que irmana virou distorção!

Toda mulher que sobreviveu a um estupro, sabe a força que a leva ao não! Não ao machismo que invade e viola a sacra morada da escolha alheia! O cheiro do crime afeta suas narinas e não aceita como sina ter as pernas abertas à força. Essa é a mulher que por sua filha, vai dizer não ao tirano que não respeita corpos e fraqueja em sua própria família!

Tem aquela mulher sensível, que solidária com a violência por outra sofrida, na causa comum abriga sua morada e toma decisões. Ser mulher e assumir esta identidade é uma decisão política, enfrentando medos, riscos e críticas! Por essa razão, não votará em propostas fascistas!

Apenas aquelas outras mal orientadas, que exercitam o moralismo como guia, abrem a fé para a má-fé e declaram o voto da ignorância em agonia.

Mulheres negras a quem o racismo busca macular, transformar em subalternas, territórios de badernas, aprenderam a lutar! Questionando e afrontando, conquistando espaço, em nome da identidade promovem a história, pois a igualdade se afirma a cada instante, e no seu semblante a coragem é a glória. Elas não votam em escória!

Outras mulheres que percebem as desigualdades, tratamentos diferentes da mesma sociedade, a partir da cor da pele dos seus grandes amores, e desejam dar um basta para estas dores, não irão votar em quem se especializou em humilhar toda a gente dela, prometendo em um sorriso metralhar favela.

Mas algumas bem nascidas continuarão acreditando que apenas os seus têm direito à vida.

Mulheres que amam mulheres, ou são mães que amam os seus próprios filhos que amam os filhos de outras mulheres, não votarão na promessa de agressão, dirigida a elas e também a eles, que sequer podem segurar dos parceiros a mão, sem o risco da dizimação. O amor é livre! A vida é sagrada! E os votos das mulheres são libertação!

Mulheres que respeitam a vida em todas as suas expressões, reiteram as convicções de não empoderar machos fanfarrões! Voto é instrumento a ser usado para fomentar a luta, defender direitos e adubar os sonhos societários.

Quem beirava o fascismo,  agora vai levar o país na pauta do feminismo!

Outras histórias, virão. Sem separatismo, xenofobia, misoginia e machismo! Afrontando o patriarcado, a homofobia e o racismo, diremos até ao mercado que neste país é o voto feminino quem agora decide o resultado da eleição!

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *