Democrata ou nazifascista? O que será Heloísa Helena?

Sou uma pesquisadora social, e nos limites da minha formação, analisar o comportamento da pessoa pública é fundamental para compreender a sociedade da qual…

Sou uma pesquisadora social, e nos limites da minha formação, analisar o comportamento da pessoa pública é fundamental para compreender a sociedade da qual faço parte.

Os cursos de formação sócio-política me chegaram cedo, ainda aos 16 anos. Desde então, tentamos aperfeiçoar. Sendo o convívio um laboratório de vivências sociológicas potencializadas.

Desse modo, falo sem titubear, que nem todos os indivíduos estão aptos a se tornarem pessoas públicas. O rompante, a celebração infinita de mágoas e a ânsia de destruição do contraditório, são fenômenos elementares, no básico da ausência de preparo para a vida pública.

Cito como exemplo pontual Heloísa Helena.

Já foi Vice-prefeita de Maceió, Deputada Estadual, Senadora, Vereadora, sempre favorecida pelo processo democrático, que lhe permitiu expressar seus pensamentos e vontades em alto e bom som. Votei nela várias vezes, acreditei em sua voz e posicionamentos.

Contudo, senti profunda decepção quando se posicionou favorável ao Golpe de 2016, que feriu frontalmente a Democracia Brasileira.

O ódio de Heloísa Helena ao PT é conhecido por todos os públicos, pois a mesma retroalimenta o sentimento como se nada mais existisse além disso, e mesmo diante da ferida aberta na democracia, o ódio superou a racionalidade e todo senso republicano, gerando um divisor de águas.

Matenho no facebook todas as fotos tiradas ao seu lado. Registros de uma história vivida, mas inviabilizada, por não concordar com o despreparo que a incapacitou a manter uma representação pública salutar.

Os crimes que foram inventados para derrubar uma presidente eleita com maioria esmagadora de votos, são de arrepiar até os mais neófitos na política, imagina alguém com trajetória tão grande quanto Heloísa!

Ao expressar essa decepção misturada com indignação na rede social facebook, fui agredida pelo séquito que a segue, criando inúmeras situações para me afetar, mas nada do que ocorreu entre mim e Heloísa Helena esteve fora do poder de decisão dela, e somente não me pronunciei no primeiro turno para não configurar perseguição à sua candidatura a deputada federal.

Agora, que estamos no segundo turno, imprensados entre uma candidatura petista e um candidato nazifascista, é preciso chamar Heloísa Helena a assumir seu posicionamento político como resposta aos seus milhares de eleitores.

Seu silêncio será conivência com a chapa nazifascista que já é responsável por agressões físicas, morais e morte em nosso país.

Seu desafio é assumir uma postura além da individualidade, apoiando a chapa petista, para salvar a democracia, que sempre lhe permitiu expressão pública e com isso conquistou votos e mandatos.

Este momento não permite omissão. Democrata ou nazifascista?

 

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