Como você virou um zumbi fascista

A equipe de Steve Bannon o estrategista de campanha que trabalha com inteligência artificial e bancos de dados pelo mundo, e vem agindo na…

A equipe de Steve Bannon o estrategista de campanha que trabalha com inteligência artificial e bancos de dados pelo mundo, e vem agindo na campanha de Bolsonaro, com disparos  tecnológicos via facebook e wathsapp com severa proposta de interferência comportamental a partir da organização de perfis, não tem limite para a sagacidade, má fé e arcaísmo, promovendo desumanidade em série.

O caráter ultradireitista, matizado pelo nazifascismo tupiniquim de Bolsonaro, casou com a proposta de trabalho de Bannon, uma engenharia cotidiana de manipulação, repetindo mentiras e desarrumando conceitos através do apelo emocional.

A imagem da mulher que Bolsonaro ataca, tomando a deputada Maria do Rosário como bode expiatório, expandindo depois para a candidata a vice presidente Manuela D’Ávila, é apresentada como repugnante, para os perfis machistas que a equipe de monitoramento selecionou.

Empenhados na produção de notícias mentirosas, e uso de imagens montadas e apelativas, um dos fortes discursos disseminados por eles se refere à “imundície” da mulher que sai do padrão burguês, de referência majoritariamente evangélica, para o ativismo social e político.

Criaram as notícias falsas sobre mulheres que não se depilam, expõem sangue de menstruação e fazem necessidades fisiológicas nos templos e outros espaços considerados sagrados.

Com montagens repugnantes, conseguiram despertar nos predispostos a aversão absoluta a toda imagem de mulher atuante na política de esquerda.

A meta-mensagem de profanadoras desliza pelo imaginário dos manipulados, que como zumbis, reproduzem incansavelmente para outros iguais.

Esta é apenas uma das temáticas utilizadas para atacar frontalmente a esquerda. Uma das mais difundidas, trata da “erotização infantil” e esta abre várias frentes de ataques ao mesmo tempo: kit gay, mamadeira erótica, ideologia de gênero, experiências sexuais precoces, idolatria pelo pênis, etc.

Como todo esse trabalho de difusão é feito por robôs, a velocidade é absoluta. Assim como as mentes geradoras de mentiras, se tornaram as mais bem pagas do momento.

Se tornou difícil perceber e combater uma cascata cotidiana de mentiras, criadas e recriadas.

Da mesma forma que interferiu nos conceitos de civilidade estabelecidos, a engenharia da manipulação constrói propostas de combate e proteção, através de recursos truculentos, violentos e até mesmo letais, com a aprovação dos manipulados, que constituem massa.

Eis a tônica da eleição de 2018. A falsa salvadora da pátria e da família, com promessa de morte para gerar vida.

Talvez o despertar seja tardio, porque sangue derramado não pode ser recolhido nunca mais.

Não abra mão da Democracia!

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