Ativismo social na visão de Haddad e Jair, quem perde?

A importância de se ter uma definição identitária é um ponto do qual nunca duvidei. Desde um indivíduo, comunidade ou nação, quando não há…

A importância de se ter uma definição identitária é um ponto do qual nunca duvidei. Desde um indivíduo, comunidade ou nação, quando não há clareza sobre este perfil próprio, a tendência de agir contra os próprios interesses se concretiza sob coerções de grupos e oligarquias com incrível facilidade.

Mais uma vez estamos comprovando esta automutilação social, quando o país não se reconhece necessitado de todos os “ativismos” que o compõe, para responder pequenas e grandes necessidades de origem psicosocial, econômica, cultural, ambiental, etc.

O que são estes ativismos?

Atividades desenvolvidas por Organizações não Governamentais, Institutos, Agrupamentos de voluntariado, Movimentos, etc.

Temos então uma oportunidade de intensificar estes “ativismos” com um presidente dialogável, humanista, preparado para lidar com o contraditório e dotado de visão histórica e social, que o faz compreender a sociedade como um sistema de complexidades que necessita de aperfeiçoamentos e melhoras, através de políticas públicas de Estado e incentivos civis. Este é Fernando Haddad.

Na contramão do bom senso, temos o Jair, que apenas promete acabar com todos os ativismos!

Quem tem seu filho assistido por entidades que trabalham com pessoas deficientes, sabe que a proposta dele lhe retira essa assistência?

Não poderá mais existir movimentação nos rumos da agroecologia, por uma alimentação saudável, a partir da valorização da agricultura familiar e outras formas de plantação orgânica, porque o agronegócio não admite essa concorrência, e deseja nos irrigar de agrotóxicos sem medida.

Até o Movimento Negro com suas aulas de cultura afro e identidade raiz terá que silenciar suas práticas, porque o racismo está incomodado, e o eugenismo quer amplo espaço no país.

Talvez uma grande censura seja instalada e apenas o agrupamento do “Chá das Cinco” receba permissão para existir, naquele que se tornará o país para os ricos e classe média alta, pisando nas camadas medianas e pobres com coturnos das forças armadas.

Ainda podemos fazer este esforço e perceber que para Haddad, somos povo.

Para Jair somos massa, pronta para o seu governo bater.

Em nossa ignorância, o destino de uma nação cambaleante se configura ou desfigura.

 

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