Assassinato de Diego completa mais um ano de impunidade

Este não é um aniversário, é uma data que marca o fim brutal de uma existência terrena que fora cultivada para dá certo na…

Este não é um aniversário, é uma data que marca o fim brutal de uma existência terrena que fora cultivada para dá certo na terra; regada com amor e carinho, mas arrancada pela brutalidade que se assegura na impunidade e se concede o direito de matar.

Não conheci o Diego Florêncio em vida corpórea, pois foi nas lutas de auto-sustentação na dor grassante, que encontrei seus pais, nas agruras da luta jurídica tantas vezes inviabilizada e dificultada, mas que jamais conseguiram despir suas almas da força necessária para lutar por justiça.

Doutor Ricardo, médico na cidade de Palmeira dos Índios, em um plantão noturno recebeu seu próprio filho crivado de balas assassinas e covardes, pelas costas. As lágrimas não secam em seus olhos, como não foi ainda saciada a sede de justiça que o renova na luta, apoiando mesmo nos momentos mais desafiadores, sua esposa, a grande mãe que Deus concedeu ao Diego, Leoneide Florêncio, uma irmã que a triste sorte uniu ao meu coração.

Esse casal de alagoanos já sofreu demasiado, por lutar por justiça!

Em denúncia e desabafo, a mãe em dor foi ainda condenada a pagar danos a um membro do judiciário dessa terra, e não foi uma cesta básica, não. Foi dinheiro. Anos depois, teve sua conta bancária bloqueada, e só não voltou a pagar pela segunda vez na mesma causa, por ter tomado a precaução de guardar provas do pagamento feito.

Passando pela experiência dolorosa de um júri popular, onde as família ouvem os piores relatos, muitos baseados em impropérios levantados pela defesa, mas acima de tudo, são obrigadas a reviver os pormenores do trauma, o casal  Ricardo e Leoneide viu o acusados serem condenados e saírem livres do fórum.

Tempos depois, a pedido dos advogados dos condenados, o Tribunal de Justiça de Alagoas anulou o júri.

A luta nas alçadas do Tribunal de Justiça não tem sido humanamente suportável. Perdas e conduções intencionalmente aplicadas para sobrecarregar emocional, psicológica e economicamente a família, são escancaradas, sem comover, sem sensibilizar.

Hoje, neste 23 de junho, a família pontua mais um ano do crime!

A festa de São João que se transformou em tanto sofrimento, com a perda do jovem promissor, filho amado, e abriu uma sequência de lutas, punições e desfechos lamentáveis, é vivenciada pela família que nos tem dado exemplos de retidão de caráter e força moral, como base do maior amor, aquele incondicional, que nem a morte é capaz de destruir.

E apesar da história dolorosa que aqui resumimos, reforçamos nossa amizade, carinho, e admiração pela família Florêncio, que certamente recebe de Deus o alimento espiritual para servir de referência na terra, como exemplo de um amor que não se intimida diante da injustiça e do mau uso das leis humanas.

Mas também rogamos à bondade maternal de Maria Mãe de Jesus, a Piedosa, para o abraço terno e iluminado ao espírito Diego Florêncio, enquanto rogamos a Jesus conforto e amparo aos familiares terrenos, merecedores de paz e alegria na vida, pelo muito amor que os une.

Repúdio aos poderes que mau exemplificam! Pela vida e pela justiça, o blog declara postura  solidária a todos os lares alagoanos vitimados pela violência letal contra vidas jovens.

 

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